Taxar emissões de metano pelos ruminantes

Fecha de publicación: 29/12/2022
Fuente: AGROTEC
Texto de: George Stilwell
Médico veterinário, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Lisboa
O governo da Nova Zelândia anunciou que estava a pensar em taxar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) pelos ruminantes e, principalmente, o metano. É verdade que a fermentação que ocorre a nível do rúmen (fundamentalmente fermentação ruminal e não fermentação entérica, como erradamente se escreve por aí) origina vários GEE, mas será que estes animais são uma parte importante do problema?

Acredito que na altura em que alguém resolveu sugerir isto à Primeira-ministra Jacinda Ardern, esta achou que era uma brilhante ideia. Como os gases resultantes da fermentação ruminal são libertados por eructação, podemos dizer que vão estar a taxar os arrotos dos animais. Imagino o Fernando Medina lá do sítio a fazer as contas: 28 milhões de ovelhas, 10 milhões de vacas de leite, 5 milhões de bovinos de carne e ainda uns bons milhares de cabras e alpacas, a multiplicar por não sei quantos cêntimos por arroto é igual a... uma fortuna. Dá jeito em qualquer orçamento.
É claro que a revolta dos agricultores se fez logo ouvir em altos berros. Houve mesmo quem dissesse, que se esta lei entrar em vigor, os campos seriam tão rapidamente abandonados que nem daria tempo para ouvir os latidos dos cães, na parte de trás da carrinha, a irem-se embora. Outros previram imediatamente os campos da NZ cobertos de floresta e o fundo de desemprego cheio de agricultores fartos de tanto desrespeito.
Nota de Redação:
Artigo publicado na edição n.º 45 da Revista AGROTEC.
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